domingo, outubro 31, 2004

Mr. Buchadas que se cuide

Na WWW não há censuras nem constrangimentos e ainda bem!

Vejam estes vídeos e animações e depois votem em consciência!

You can’t vote Kerry - (para ver em windows Media Player)
mms://streamingmedia.cyso.nl/cyso.nl/Voting_Machine.wmv
bin explaining the W.T.C. attack - (para ver em windows Media Player)
mms://ondemand.xs4all.nl/bchicago/osablpr.wmv
Bush Animations
Bush – The Idiot son of an Asshole by NOFX
http://www.bushflash.com/idiot.html
http://www.bushflash.com/idiot_p.html (em português)
Liberation
http://www.ericblumrich.com/liberation.html
Victory
http://www.ericblumrichcom/antivic.html
War Crimes
http://www.ericblumrich.com/PD.html
Doctor Bushlove
http://www.ericblumrich.com/strangelove.html
Terror Democracy and Liberation
http://www.ericblumrich.com/antiwar2.html
Poisonous Legacy
http://www.ericblumrich.com/pl_lo.html
One Year of occupation of iraq
http://www.ericblumrich.com/year.html
I Hate Republicans
http://www.ericblumrich.com/ihr.html
Equal Time
http://www.ericblumrich.com/critics2.html
Vote for US President
http://www.us-election.org/wv-register.php

Retirado de:
http://www.ericblumrich.com/animation.html

quinta-feira, outubro 28, 2004

E agora algo completamente deprimente ...

Nunca fiz segredo do meu ódio às chamadas "tradições académicas", e cumpri com o meu dever, combatendo-as, pintando graffitis e sendo até emboscado por "academistas". Até aí, nada de novo. Eu agia de madrugada, às escondidas. Os meus adversários, violavam ou queimavam os seus caloiros com ferros de engomar, entre outras actividades ainda mais divertidas, que invariávelmente conseguem abafar. Para além deste secretismo, não há outras semelhanças.


Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

Este poema, Canto Negro (quão irónico!), da autoria de José Régio, dedico-o a todos os passados, presentes e futuros academistas. Que sejam mais lúcidos, esclarecidos e verdadeiros. Dedico-o ao Diogo, estudante da Universidade Lusíada, que foi espancado até à morte, em segredo, pelos próprios "amigos" da tuna, "amigos" esses que não se coíbiram de o homenagear no seu funeral. E continuam por aí, impunes.

quinta-feira, outubro 21, 2004

Dama de Lata

A Sra Ferreira Feia Todos os Dias Leite "esqueceu-se" de incluir na sua declaração de rendimentos de 2002 a módica quantia de 15 mil euros de mais-valias relativas à venda de um imóvel. Mas atenção! Detectou o "erro" um ano depois e rectificou o "deslize tributário". Agora veio à baila que não tem as cotas em dia e que foi riscada dos cadernos eleitorais...
Coitada, é uma mulher muito ocupada. Sim, colocar base naquela carantonha feia todos os dias deve ser uma verdadeira demanda, tipo Manuela Moura Guedes e o batôn.
Em psicanálise chama-se "projecção" e define-se como um mecanismo de defesa do ego em que o indíviduo atribui a outrém qualidades, sentimentos ou intenções que se originam em si próprio. Na política nacional chama-se de "ganda lata". Afinal rasca era ela.

sábado, outubro 09, 2004

Alienação Cívico – Politica

Olá,

Desculpem mas devido a problemas técnicos, aqui do meu reduto para o mundo, não tive oportunidade de participar mais cedo.

A nossa comunidade política está ao rubro com estas questiúnculas sobre a liberdade de imprensa.

Esta paranóia toda, para mim, não passa de uma vasta estratégia de “tirar o tapete” (terminologia partidária) ao Santana Lopes.

O governo está ferido de morte desde a nascença, Durão Barroso, ou melhor, José Manuel Barroso, prevendo os problemas governativos que se avizinhavam, entregou o poder ao seu principal inimigo dentro do partido, deixando-lhe assim a responsabilidade de acarretar com as consequências da má gestão por si preconizada, “queimando-o politicamente” e inviabilizando assim a sua estratégia inicial de candidatura à presidência da república. O Presidente da Comissão Europeia deixa assim aberto o caminho para o seu tutor, Cavaco Silva, ser o candidato preferido ao trono da nossa república das bananas, matando dois coelhos duma cajadada só. O que ele não se lembrou ou deixou por resolver foi, a velha pedra no sapato do partido, Marcelo Rebelo de Sousa, que lá continuava no seu palco semanal a cascar em tudo e em todos. Mas foi só incendiar a cabeça de alguns dentro do governo, onde ainda tem alguns efectivos, e fazer passar a mensagem desejada até que alguém a agarrasse, para resolver o problema. - Foi o que aconteceu. Um morcãozinho qualquer chamado Rui Gomes da Silva, que ainda por cima é um dos mais chegados correligionários de Santana Lopes, lançou-se dizendo que era tempo de chamar à atenção, pela forma exagerada com que Marcelo opinava desfavoravelmente sobre o governo. Numa tentativa de o denegrir e desprestigiar aos olhos dos membros do seu partido, retirando-o da corrida a Belém. O que ele não sabia é o que veio depois! Com a demissão de Marcelo, o problema tomou outros contornos e levou mesmo a que Cavaco tivesse, de forma muito estadista, vir em defesa do homem.

Bem, a ver vamos!


Dei-me ao trabalho de estar aqui, com alguma resignação, a escrever sobre estas questões, que nem sequer sei se correspondem completamente à verdade, imagino que sim!

Mas a minha chamada de atenção é outra completamente diferente.

É que é com este tipo de postura perante a causa pública e este diz que disse, que se vai gerindo a vida do país! Bem sei que o pobão está habituado ás telenovelas intriguistas dos nossos amigos brasileiros e até olha para este fenómeno com uma certa ligeireza de quem está a assistir a tudo isto pela caixa mágica e provavelmente sem dar grande importância ao assunto…
O que me preocupa é a ligeireza com que os assuntos da verdadeira governação, aquela que nos toca na pele, são tratados pelos nossos governantes, sejam eles quais forem. O que me preocupa é a falta de sentido de estado e a desresponsabilização a que está votada a governação do país. Embriagam – nos com estas questões fúteis, para encapotar a incapacidade de chegarem a acordos de fundo, onde a competição entre governo e oposição não devia existir, a bem do nosso bem-estar e desenvolvimento sustentável. O laxismo e a falta de pro-actividade com que se apresentam na abordagem destas questões chegam a ser ignóbeis, sem qualquer respeito pelos cidadãos e sadicamente justificado com fundamentos economicistas, a escapatória para quem não tem vontade de lutar pela causa pública porque se encontra muito ocupado em exercer o poder pelo poder!

Vivemos um sistema ulcerado, viciado, sem dogmas, nem referências e mais assustador sem qualquer objectivo!

quinta-feira, outubro 07, 2004

Tudo para o Tarrafal

Tendo em conta, que o governo até consegue o que quer, se se dispuser verdadeiramente a isso, pergunto-me porque é que ainda vivemos neste pardieiro? Porque o governo não quer, é claro – “se eliminarmos o impossível, o que restar, por muito improvável que seja, tem de ser a verdade”. O professor Marcelo, criticava o governo e como dava muito trabalho provar que ele estava errado, ou resolver os problemas que apontava, acaba-se com o professor Marcelo. Aliás ... agora que penso nisso, este governo com tiques à lá Pinochet, tem um poder encaixe muito reduzido. Qualquer dia, começam a desaparecer pessoas e também me calam a mim. Desde que obrigaram a produção do “Cabaret da Coxa”, a retirar do cenário um retrato do nosso Primeiro, já nada me espanta ...

Professor Marcelo para a Quinta das Celebridades

Milhares de alienados, analfabetos e outros ignorantes, manifestaram-se ontem pelas ruas de todo o país. Os manifestantes empunharam cartazes onde se podia ler “Forsa Cinha!”, “Brasileiro-dos-filmes-pornográficos come essas vacas!” e “Avelino: parte essa merda toda!”. Esta manifestação, serviu para demonstrar o regozijo pela decisão de cortar o pio ao Professor Marcelo, dado que o tempo de antena ocupado por este para expôr, semanalmente, a mediocridade que tentamos varrer para debaixo do tapete, vai ser preenchida com mais alguns minutos recheados de close-ups ao cu do José Castelo Branco.

Areia nos olhos

Esta do Santana Lopes, dar tolerância de ponto aos trabalhadores da função pública nesta altura do campeonato, foi muito bem esgalhada. É o presente perfeito, para fazer esquecer a trapalhada da colocação dos professores. Aliás, já não se via uma ideia tão boa vinda daquela cabeça, desde que quando tomou posse como presidente da Câmara de Lisboa, “aqui del-rei” que o automóvel topo-de-gama com 2 anos de uso, que o seu antecessor deixara, não era suficientemente bom para ele e “vai daí”, há que comprar outro, porque a “ordem é rica”.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Nada se perde, tudo se transforma

Santana Lopes vai fazer o que lhe compete, e Maria do Carmo Seabra vai deixar de ser ministra da Educação. O que não significa que vá para o desemprego - nunca nenhum funcionário foi alguma despedido, e não vai mudar agora. Vai ser recauchutada, como é óbvio, e o futuro ministério das Florestas, parece o destino mais certo. Com tanta água que ela mete, no próximo verão não haverá incêndio que lhe resista.

segunda-feira, setembro 27, 2004

Porque sim!

Já venho tarde, mas quero falar da "anedota mundial" - como lhe chamou António Avelãs, dirigente da FENPROF - que ocorreu este ano no nosso querido país aquando da colocação dos professores.
Em pleno século XXI, o ministério da educação viu-se obrigado a recorrer ao processo manual após gastar milhares de contos num processo informático que se revelou ineficaz, ou seja, que deu barraca! E isto, meus amigos, TÁ MAL!
É desprestigiante para o país e para os professores e uma farra para os alunos que depois vão ter de se amolar com mais uma semana de aulas no final do ano lectivo.
Mas isto não deveria ser novidade, porque quase tudo em portugal funciona a carvão. E aquilo que não funciona a carvão é porque movimenta muito "zerzulho" para encher os bolsos de uma minoria que continua a enriquecer enquanto o resto do país se endivida e passa fome. O exemplo paradigmático é o futebol.
Eu sei, eu sei: se tudo está tão MAL no nosso país, por que razão não me vou eu embora? É que se eu estiver fora, não sinto na pele o que está MAL e, por conseguinte, não posso criticar. Porque criticar é fácil, cómodo e divertido. Porque criticar é uma ocupação não lucrativa.
Porque posso e me apetece.




domingo, setembro 26, 2004

Hora da nana

Peço desculpa pelo meu silêncio. Não saí de Portugal (vontade não me falta) e o Tá Mal! continua por aí.
Mas a falta de inspiração ataca qualquer um que a tenha.
O clima adoece-me com notícias de pedofilia, assassínios, burlas e políticos. A cabeça cambaleia e o estômago revolve-se. Para já, ando a Kompensan que é antiácido e antiflatulento. Talvez tenha de passar a antibiótico.
Deixei um sinal de "Não incomodar" à porta. É hora da nana.

quarta-feira, setembro 22, 2004

Purificação

A sede do CDS/PP foi vandalizada. Os meliantes usaram grafittis, para pintar palavras de ordem como “morte aos fascistas” e “PP para a fogueira”, entre outras. Pessoalmente, acho que foi um acto do mais puro mau gosto. Um incêndio teria outro encanto.

Perdoem-me

Peço desculpa à minha legião de fãns, pela minha abrupta ausência. Decidi fazer umas férias de Portugal, ou ainda dava em doido. Aproveito para agradecer o vosso apoio e dedicação, os vossos emails, postais, cartas e roupa interior feminina, que com tanto gosto me enviaram.

terça-feira, setembro 07, 2004

Waves on Women

Como diria Helena Roseta no debate acerca do tema, no passado dia 5, "portugal é um país de marinheiros e é um barco que nos traz a força para mudar a lei".
Não deixar entrar o Women on Waves em Portugal é vergonhoso para o país. Transmite a ideia de que Portugal é pequenino não só de tamanho. Porém, temos muito boas cabeças pelo país fora... pena nenhuma estar no governo.
Comicha-me o cérebro pensar que um bando de homens (sim, porque são principalmente homens) decide acerca do que quero fazer ao meu corpo. Ora se não tenho emprego, formação ou dinheiro, que tipo de vida vou dar a uma criança? Já sei, vou abandoná-la num caixote do lixo ou à porta de alguém! Melhor, vou passar por uma gravidez angustiada já que no seu termo vou prescindir daquele ser que se forma em mim e preencher a papelada toda para adopção. Não deve custar muito. Até porque a adopção em Portugal é rápida e eficaz, num é???
Eu sou mulher. Não sei se seria capaz de abortar. Mas gostava de ter a opção legal de o fazer.
Votei a favor do aborto no referendo e voltaria a votar de igual forma, volvidos 6 anos. Mas não me parece que seja solução, visto que a maior parte do povinho não pôs sequer lá os pés. O nosso actual 1º ministro pôs lá os pés para votar não.
Estes homens e mulheres a bordo do chamado "barco do aborto" (que alcunha de mau gosto) são pessoas de mente aberta e sã, que percorrem o mundo inteiro não para "aniquilar vidas", como defendem os fanáticos do anti-aborto, mas sim para ensinar a sua prevenção.
Não considero que qualquer mulher, em consciência, seja capaz de utilizar o aborto como método contraceptivo. Não foi isso que aconteceu nos países em que o aborto foi legalizado, apesar do seus praticantes serem ainda olhados de soslaio.
Existe uma petição para um novo referendo. Aos interessados, clicar aqui.

sexta-feira, agosto 27, 2004

MacGyver

Foi anunciada a rodagem de uma nova temporada, da famosa série de televisão dos anos 90, MacGyver. No entanto, estas novas aventuras não serão protagonizadas pelo actor original, mas sim por Gilberto Madaíl, actual presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Também o formato e conteúdo da série sofrerão profundas alterações, o que inclui o abandono da componente de acção. No entanto, manter-se-á a vertente suspense, sendo que, em vez de escapar a bombas, tiros e outros perigos com a ajuda de um canivete, muita imaginação e conhecimentos de Química e Física, Gilberto Madaíl, irá furtar-se à críticas e à responsabilidade por vários actos grotescos de incompetência, fazendo apenas uso dos infalíveis “culpabilização de outrém” e “eu estava doente nesse dia”. Estão desde já asseguradas as participações especiais, em alguns episódios, de Narciso Miranda, Rui Rio, José Manuel Barroso, Durão Barroso (este não sei quem é ...), Valentim Loureiro e Adelino Salvado, entre outros, num total que ronda os 10 milhões de convidados.

Uma medalha para os deficientes

O Francis Obikwelu, um nigeriano naturalizado português, ganhou uma medalha nos Jogos Olímpicos de Atenas – “Fantástico! Fabuloso! Fenomenal!” ... o que em si, até nem me deixou muito satisfeito... Mas fico com um sorriso nos lábios, ao pensar nas trombas com que não terão ficado os xenófobos, racistas e afins ... afinal, o Obikwelu até lhes dedicou a medalha!

segunda-feira, agosto 23, 2004

Cadê o Grito?


Pois é, o Grito desvaneceu-se e restou apenas o eco reflectido na parede do museu de Oslo.
Ao que parece, os criminosos surgiram armados rugindo e ameaçando, forçaram o quadro
até se soltar da parede e seguiram caminho num distintíssimo Audi A6.
Não havia qualquer mecanismo de protecção ou dispositivo de alarme no famoso quadro de Edvard Munch que, curiosamente, já havia sido roubado antes, em 1994! Não satisfeitos, levaram também a Madonna. Tá mal! Em 10 anos não podiam ter colocado um arame de galinheiro, umas ratoeiras? Ao menos em Portugal isto não acontecia! Basta vermos como se dá valor à arte neste país: os orçamentos descomunais em esculturas para rotundas, os mosaicos de cores primárias nas paredes dos viadutos em contraste com a arte direccionada para as elites e a falta de recursos com que se debatem os jovens artistas, as exposições e espectáculos mais importantes sempre em Lisboa (bendito Museu de Serralves)... para não mencionar aquelas esculturas hediondas de José de Guimarães. OOps, já mencionei.


domingo, agosto 22, 2004

Perigo na Estrada

Ontem, fui ameçado com porrada! Estava eu ao volante – as cousas que eu vejo na estrada! Já contei aquela da tipa que vinha em sentido contrário numa rotunda ...? – quando um indivíduo, numa manobra bem portuguesa, circulava em sentido contrário numa rua de sentido único. Ora, isto irritou e muito, e com toda a razão, um outro condutor. Eu, que precisava cruzar o caminho dos dois, estava indeciso sobre se deveria ou não avançar, enquanto os outros dois discutiam. Às tantas, o “condutor com razão” decide desandar, e então pára ao meu lado, e desata a barafustar comigo e a oferecer-me porrada! Tá mal!
Ele não sabe o quanto isso foi perigoso!
Ele não sabe os riscos que correu ...
Ele ... não sabe que andam por aí condutores, absolutamente insuspeitos, aparentemente pacíficos, que por vezes se “passam”, e então saem dos seus automóveis com uma carabina semi-automática Armalite AR10 de pressão, e começam a disparar tiro após tiro após tiro sobre os outros condutores ...

quarta-feira, agosto 18, 2004

Olha m'este

Na tv, no rescaldo do referendo realizado na Venezuela, que legitimou Hugo Chávez, como presidente daquele país, um luso-venezuelano residente na Madeira, questionou a validade dos resultados desse mesmo referendo, e criticou o "regime" (pouco democrático, leia-se) daquele presidente. Não 'tá mal', tá péssimo! Oh meu amigo: Alberto João Jardim, despotismo ... ring a bell? Mais ridículo, parece impossível.

sábado, agosto 14, 2004

Big Fahrenheit Brother

Sentei-me no cinema sem as habituais pipocas e a habitual "água suja do imperialismo americano", vulgo, a coca-cola. Afinal estava prestes a presenciar uma das maiores campanhas anti-eleitorais dos estates.
O genérico começa com uma simples melodia em guitarra, tocada por um dos produtores do documentário e passa em revista algumas situações caricatas em que os políticos e os entrevistadores são maquiados e penteados antes da sua aparição nos media.
A 1ªparte entusiasmou-me. Nunca fui fã do Sr Bush. Ganhei-lhe uma aversão miudinha quando, como governador do Texas, negou o pedido de clemência e sentenciou à morte uma mulher que, após anos de abusos e violêcia doméstica, decidira fazer justiça com as suas próprias mãos. Aliás, durante esse período, decidiu acelerar o ritmo das execuções e de janeiro a agosto de 1999 já 20 pessoas haviam sido executadas.
Gostei da imagem, da narração, das entrevistas e do facto do documentário dar voz à desconfiança de muitos no que diz respeito a uma suposta ligação entre a família Bush e a família Bin Laden e os acontecimentos que precederam o 11 de Setembro.
A veia humorada de Moore, porém, esmoreceu na 2ª parte: o início da guerra no Iraque. Qual activista em desespero pela causa, qual quê? Nada justifica as perguntas lamechas e o tom condescendente de "sim, eu sei o que isso é" ao entrevistar uma mãe destroçada pela dor da perda de um filho, morto no Iraque. Qual Big Brother, Moore aproximou-se sem pudor de muitos dos reality shows que recuso ver. Os grandes planos das lágrimas e da angústia de uma mãe frente à Casa Branca provocaram em mim talvez o efeito contrário do que Moore pretendia.
E qualquer piada depois disto não me moveu um músculo.